O medicamento "Deanxit" foi oficialmente aprovado para uso na Índia há 14 anos e está à venda desde então. O medicamento é fabricado pela empresa farmacêutica dinamarquesa Lundbeck e distribuído na Índia por sua subsidiária integral. No início de 2011, a notícia de que o Deanxit não possuía licença para comercialização na Dinamarca foi divulgada pelo MIMS e posteriormente repercutida por diversos jornais indianos de grande circulação, incluindo o Times of India e o Financial Express.
A Lundbeck respondeu com um processo criminal e civil por difamação contra a MIMS e seu editor, Dr. Chandra M. Gulhati, bem como contra os dois jornais, alegando danos à sua reputação. A MLDI está arcando com os custos legais da MIMS e contratou o advogado especializado em difamação, Jonathan Crystal, para assessorar os advogados locais na defesa do caso.
Entretanto, a história em si já seguiu em frente.
Em 2012 a comissão parlamentar na Índia O comitê afirmou que a decisão de permitir o uso do medicamento foi “ilegal” e criticou o órgão regulador — o Controlador Geral de Medicamentos da Índia (DCGI) — por aprová-lo. Observando que o medicamento não era comercializado em muitos países desenvolvidos, como Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Austrália e Japão, o comitê comentou: “É estranho que o fabricante esteja se concentrando em mercados minúsculos em países em desenvolvimento não regulamentados ou mal regulamentados… em vez de países com muito mais pacientes e lucros.”