Este ano, o 6th O Dia Internacional do Direito à Informação foi celebrado anualmente na terça-feira, 28 de setembro. Para marcar a data, organizamos um webinar para discutir o acesso à informação e a governança aberta e transparente. Nossos palestrantes compartilharam suas experiências em processos judiciais contra as novas táticas usadas por atores poderosos para obstruir a coleta de notícias.
Dos Estados Unidos à Polônia, passando pelo Brasil, políticos e funcionários do governo frequentemente bloqueiam jornalistas em plataformas de mídia social, como Twitter e Facebook. Isso ocorre apesar de utilizarem cada vez mais essas mesmas plataformas como principal canal de comunicação para divulgar políticas e influenciar a opinião pública. Diante da crescente importância das mídias sociais, esse "bloqueio" constitui uma tendência preocupante.
Em uma medida ainda mais drástica, o governo nigeriano proibiu o Twitter por completo. Após a decisão do Twitter de remover um tweet que violava suas diretrizes, o governo nigeriano respondeu com uma proibição por tempo indeterminado.
Esses são apenas alguns exemplos dos casos que discutimos em nosso webinar do Dia Internacional do Direito à Informação. Reconhecemos que atores poderosos estão usando esses bloqueios e proibições como mais uma ferramenta para reprimir a liberdade de expressão. Além disso, ao impedir que jornalistas críticos acessem informações, os governos podem evitar a responsabilização.
A questão é relativamente recente e destaca os desafios em um mundo de novas tecnologias. Os casos que vimos na Media Defence levantam questões importantes sobre como garantir a proteção da liberdade de expressão e o acesso à informação em novas plataformas públicas.
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Painelistas
Taís Gasparian é uma advogada brasileira, especializada em liberdade de expressão. Ela é assessora jurídica de Abraji* em um processo contra o presidente brasileiro.
Mojirayo Ogunlana-Nkanga é uma advogada nigeriana e defensora dos direitos humanos.
Konrad Siemaszko é um advogado polonês com o Fundação Helsinki para os Direitos Humanos.
* Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (ABRAJI).
** A Fundação Helsinki para os Direitos Humanos foi criada em 1989 para promover os direitos humanos e o Estado de Direito, bem como para contribuir para o desenvolvimento de uma sociedade aberta na Polônia.
Para assistir ao nosso webinar anterior sobre SLAPPS, clique aqui. aqui..