Dois funcionários colombianos são condenados a 30 e 40 anos de prisão por crimes cometidos contra Jineth Bedoya.

Em 6 de maio de 2019, Alejandro Cárdenas Orozco e Jesús Emiro Pereira Rivera foram condenados a 30 e 40 anos de prisão, respectivamente, por seu envolvimento no sequestro, tortura e agressão sexual de Jineth Bedoya enquanto ela trabalhava como repórter na prisão La Modelo, em Bogotá, em 25 de maio de 2000.

A Media Legal Defence Initiative (MLDI) considera isso um passo significativo na luta contra a impunidade pela violência contra jornalistas.

O juiz declarou que os atos cometidos contra Jineth Bedoya constituem “crimes contra a humanidade”, acrescentando: “É evidente que os maus-tratos e a violência física e psicológica sofrida pela Sra. Bedoya fizeram parte de um plano sistemático e bem organizado, que também foi infligido a outros jornalistas que receberam ameaças de morte por suas investigações sobre corrupção na prisão de La Modelo.”

Como as autoridades tinham conhecimento das ameaças feitas contra Jineth Bedoya antes de seu sequestro, há indícios de que esses atos podem ter sido cometidos por terceiros. Consequentemente, haverá uma investigação mais aprofundada sobre o General José Leonardo Gallego.

A FLIP, Fundación para la Libertad de Prensa (Fundação para a Liberdade de Imprensa), parceira colombiana da MLDI e que representa Jineth Bedoya legalmente desde 2011, declarou: “Embora reconheçamos que isso representa um progresso em termos de esclarecimento dos fatos, continuaremos a luta contra a impunidade neste caso. Foram necessários quase 19 anos para levar esses dois perpetradores à justiça. Embora o progresso seja valioso, ele permanece mínimo e incrivelmente tardio, especialmente considerando que, ao longo da investigação, pelo menos 25 pessoas, incluindo funcionários públicos, foram implicadas neste caso. Acreditamos que a investigação não foi conduzida de forma eficaz e que os mentores desse plano criminoso não foram punidos pela participação que tiveram.”

O Estado colombiano está sendo investigado pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos por seu papel no sequestro, tortura e agressão sexual.

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